RENATTA

RENATTA

PARA TRANESCREVER ME FAZ VIAJAR EM LUGARES DISTANTES ONDE O CORAÇÃO E A MENTE VOAMSCREVER AO PAPE

PARA TRANESCREVER ME FAZ VIAJAR EM LUGARES DISTANTES ONDE O CORAÇÃO E A MENTE VOAMSCREVER  AO PAPE
Sou....Mulher amiga, amante, mãe...Mulher que inicia seu dia trabalhando...E termina, amando...Mulher que protege, luta briga e chora.. E que nunca deixa o cansaço.. Tirar o seu sorriso, sua força, a esperança..Que está sempre pronta a amar, e proteger a sua prole... Sua vida, o seu amor..Mesmo que esteja chorando por dentro..No seu olhar esta sempre presente.. A força de lutar por tudo o que quer Mesmo cansada.. Está sempre pronta para seguir em frente..E quando cai, se levanta tirando de sua queda..Uma grande lição..Aprendendo então, a passar por cima das armadilhas da vida.. Mulher Guerreira que se torna..Forte e frágil ao mesmo tempo...Que busca dentro de seu interior a força..Que chora para poder se fortalecer..Através das lágrimas que rolam.. Que se levanta para poder...Levantar a quem está em sua volta..Precisando de uma palavra de carinho..De esperança, de amor... Essa é a mulher guerreira Que se faz de forte..Mas ao mesmo tempo é tão frágil...Como um cristal...Mas que não se deixa quebrar tão facilmente... Sou filha de Iansã....e de Ogum... SIMPLESMENTE RÊ

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terça-feira, 9 de junho de 2015

Como escolher um amor para a vida toda

amor para a vida toda

Como escolher um amor para a vida toda
Algumas vezes, as pessoas vêm e vão. A convivência nunca é fácil, logo 
surgem as diferenças e o carinho diminui, aparece a desconfiança e
 a solidão acaba ocupando um espaço muito grande entre duas pessoas 
que, apesar de compartilharem a mesma cama, têm um oceano de
 distância entre si. Por que isso acontece?

 Será que é mesmo tão difícil encontrar uma pessoa que 
se encaixe em nosso maquinário pessoal e existencial, 
um amos para a vida toda, passando por momentos de felicidade 
e dificuldade? Sem dúvidas! É possível.
Às vezes, nos deixamos levar pela paixão, sem ver objetivamente a
 pessoa que temos na nossa frente. Encontramo-nos de olhos vendados,
 então é difícil analisar com objetividade outros aspectos, outras
 dimensões que, em essência, nos aproximariam da pessoa perfeita. 

Você gostaria de saber quais são os segredos mais básicos?

Fatores importantes para escolher um amor para a vida toda

Feche os olhos quando for escolher

É evidente que, na maioria das vezes, nos deixamos levar pelo 
aspecto físico da pessoa, pois o visual é um excelente cartão de 
visitas e é comum que ele atraia tanto a nossa atenção. 
Mas devemos ser prudentes, pois a vida diária e a convivência
vão precisar, também, de outros pilares fundamentais com 
os quais poderemos desfrutar cada instante na rotina de
 casal: compreensão, cuidado, afeto, gentileza, senso de humor,
 capacidade de ouvir, empatia…

 Não se deixe levar apenas pela aparência.

É melhor escolher pessoas maduras, que tenham a capacidade 
de aprender e escutar

Manter um relacionamento com uma pessoa imatura e
 insegura dificulta gravemente o andar do relacionamento.
 A insegurança acaba projetando-se em direção ao outro. 
Se eu não me valorizo, se não me desenvolvi em minhas habilidades, 
para ser capaz e ter confiança,
 com certeza isso afetará a outra pessoa que está no relacionamento. 

A autoestima é muito importante para que o relacionamento
 se mantenha saudável. Caso contrário, o medo estará frequentemente
 presente e um acabará desconfiando do outro. Estes são, sem dúvidas,
 aspectos que devemos levar em consideração. Ao pensar em alguém 
que possa nos acompanhar diariamente, e em todos os anos que podemos 
vir a viver, nos bons e nos maus momentos, é sempre melhor encontrar
 uma pessoa segura, corajosa e com uma boa autoestima.
Se, além disso, a vida diária for aproveitada para aprender coisas novas,
 o enriquecimento pessoal e do casal será ainda maior, pois o aprendizado 
nos permite sobreviver e abre novas portas… As pessoas criativas não só
 tornam a vida mais fácil, como também mais estimulante.
Que saiba se expressar, sentir, comunicar… e rir
Todos nós sabemos da importância de ter um bom senso de humor, de
 saber sorrir e relativizar as situações desde uma perspectiva positiva e 
cheia de ânimo. A vida é, sem dúvida, repleta de momentos complexos, 
de situações nas quais é necessário ter apoio no relacionamento, instantes
 nos quais a comunicação, principalmente o fato de saber escutar é decisiva. 

Contar com a ajuda e o apoio de uma pessoa em que
 confiamos e com a qual podemos nos abrir com naturalidade
 é essencial para nosso equilíbrio e desenvolvimento como casal. 
Pessoas que sejam capazes de sentir e de expressar sentimentos, de falar do
 que os machuca e do que os faz feliz, do que os preocupa… 
Estes são, sem dúvidas, homens e mulheres que vale a pena encontrarmos
 como par.

Escolha uma pessoa com vida interior e que compartilhe de suas aflições

Ao falar sobre “vida interior” nos referimos à capacidade imprescindível 
na qual cada  um de nós tem suas próprias vontades, paixões, crenças… 
Um pequeno mundo próprio no qual podemos encontrar nosso espaço. 
Diferenças pessoais devem ser respeitadas num relacionamento, podendo
 crescer individualmente, por isso não devemos tirar a relevância do
 compartilhamento de vontades e paixões semelhantes com nosso companheiro(a). 

Ser um casal é, primeiramente, um ato de amizade, fazer parte
 de uma equipe, aproveitar a vida e crescer juntos, ter os 
mesmos valores que reforcem o compromisso… Mas, claro,
 sabendo respeitar a “parcela pessoal” que cada um tem.

Tolerância
Encontrar um companheiro(a) para a vida toda requer, antes de tudo,
 a possibilidade de crescimento conjunto, de acreditar, de harmonia e 
de felicidade. É preciso que esta pessoa faça de nós pessoas melhores,
 não piores ou menores. Sendo assim, a tolerância é imprescindível. 
É preciso saber aceitar os defeitos, as falhas e os erros, estar
com pessoas com as quais seja possível estabelecer um diálogo a qualquer
 momento, e com as quais não exista medo nem desconfiança. 
A tolerância deve ser mútua. Amigos e amores com
 suficiente valor para construir uma vida em comum, dando
 força as raízes que fazem parte da árvore do relacionamento, 
à qual nenhum vendaval é capaz de derrubar, nem mesmo com
 o passar do tempo.



As cicatrizes ensinam; os carinhos também


cicatrizes
As cicatrizes nos mostram que o passado foi real.
 Não é fácil aceitá-las, mas fazem parte de nós, e como tal, 
devem ser assumidas. 
O modo como encaramos essas cicatrizes nos permite ver a vida
 de uma forma agradável, ou pelo contrário, arrastar pequenos traumas.
Colocar numa balança as boas e más experiências nos permite
 compreender que o que somos hoje, resultado tanto dos fatos
 negativos como dos positivos. 
Nossa personalidade é determinada pelas perdas, sofrimentos, erros 
e também pelo afeto que damos e recebemos.
Por exemplo, não há aprendizado maior do que aquele que as crianças recebem dos pais; apenas um carinho, um toque, já estimulam os neurônios do cérebro do bebê,
 promovendo o seu desenvolvimento e dando-lhe segurança.
 Tudo na vida é aprendizagem; aceite suas experiências com tranquilidade.

Como aceitar as cicatrizes
Não importa a nossa idade. Todos nós já experimentamos
, em maior ou menor grau, algum sofrimento psicológico que deixou cicatrizes profundas. 
É interessante entender qual foi o impacto disso na nossa vida. Ficamos mais cautelosos e medrosos?
 Tornamo-nos mais fortes para enfrentar a vida com coragem e determinação?
 O sofrimento nos amadurece e também nos faz enxergar onde erramos
 e o que devemos mudar.  
Cada pessoa enfrenta as experiências de uma determinada forma. 
O essencial é assumir sua realidade e redirecionar a vida.
 Assumir, aceitar e seguir em frente.

Aprendendo com as boas lembranças
Qualquer lembrança positiva pode servir como
 “âncora” em nosso dia a dia. As lembranças de uma época feliz da nossa vida deixam uma impressão agradável, uma sensação de tranquilidade, onde  podemos voltar sempre que precisarmos de segurança e confiança para enfrentar o presente.
São como abrigos onde nos refugiamos para encontrar a força
 necessária e enfrentar a nossa realidade, a nós mesmos e para
 recordar que somos capazes de enfrentar os obstáculos. 
Diga a você mesmo; “tudo valeu a pena”.

A técnica da linha da vida
Às vezes, os psicólogos aplicam um exercício simples para avaliar 
o ciclo de vida de uma pessoa.
Esse exercício mostra de uma forma gráfica que, em nossa vida,
 temos experiências positivas e negativas que foram superadas ou não. 
Ele destaca os momentos de mudança, as experiências importantes, 
nossa história pessoal e os projetos futuros.
 É muito fácil de realizar.
Numa folha de papel ou cartolina desenhe uma linha bem longa. 
Marque as datas que considera mais significativas, desde o nascimento até hoje. 
(estudos, trabalhos, doenças, mudanças pessoais e familiares).
 Reflita sobre seu passado e escreva em cada ponto como se sentia
 naquele momento, o que pensou e como esse acontecimento mudou sua vida.
 Uma vez concluída essa fase, aumente essa linha e pense no futuro. 
Coloque suas metas, objetivos e trace seus planos para “chegar lá”.

A linha da vida reflete toda a nossa existência: tudo o que já vivemos
 e o que desejamos para o nosso futuro.

Renatta Magrini





A serenidade da alma


Resultado de imagem para serenidade da alma
Nunca seremos capazes de entender quanto dano pode nos 
provocar a mistura da dor física com a dor da alma. 
A serenidade para suportar essa carga pesada é o único
 remédio para aliviar vidas que às vezes estão terrivelmente
 frustradas e sem esperanças.
Quando nosso corpo se estressa ou se agita, a adrenalina, 
hormônio que nos prepara para a defesa, mas que nos
 predispõe especialmente para atacar, se ativa automaticamente.
 Quanto maior a ansiedade, a angústia e o medo,  menos
 controle teremos para nos manter (física e mentalmente) 
serenos e tranquilos. É como se fosse uma fórmula matemática,
 a chance de agirmos impulsivamente e estourarmos ao
 chegarmos ao limite de nossa tolerância será muito maior.
A tranquilidade, a serenidade e a calma nos ajudarão a 
conseguir o luxo de acumular sossego. E o sossego nos
 ajudará a prestar atenção, a refletir, a meditar de forma 
introspectiva (observando nosso interior, avaliando nosso
 comportamento) ou de forma contemplativa (valorizando 
e apreciando o mundo exterior que nos rodeia e suas
 circunstâncias).
De qualquer forma, o sossego e a serenidade nos obrigarão 
a estar em CONEXÃO com nós mesmos, a MEDITAR 
 para ajudar-nos a nos conhecermos melhor, a VIGIAR a 
quantidade e o sobrepeso que acumulamos de medos, 
culpas e ofensas, que tanto dano nos causam inconscientemente 
ao longo da nossa vida.
Irremediavelmente,  meditar e refletir nos obriga a
 embeber-nos da serenidade necessária  para apreciar 
a vida de uma maneira uniforme, a considerar nossas 
relações de forma lúcida e a manter nossa atitude e 
pensamento livres de elementos nocivos.
Progressivamente, nosso comportamento e nossa
 intenção se afastarão de conflitos desnecessários, 
e o mais importante:  uma vez que sejamos capazes de
associar “o domínio da serenidade” à capacidade de
 suportar nossa solidão
como companhia sem dramas, sem escapar de nós 
mesmos, sem provocar ruídos alheios com nossos 
medos, então, teremos um grande terreno ganho.
Porque quem for capaz de apreciar e conviver com
 sua solidão não dependerá do reflexo de outros,
 nem precisará perder sua autoestima para que 
reconheçam o valioso de sua pessoa. 
Simplesmente terá aprendido a respeitar e respeitar-se.
Meditemos  uns minutos diários para  exercitar a calma, 
a quietude, a paz. Para que a nossa vida e a de todos 
que nos rodeiam também se contagiem com os 
benefícios de viver em harmonia e sossego.

“O mundo é um espelho que reflete a imagem do observador”
Thackerry, William


Por que os casais se distanciam?


casais se distanciam
Dificuldades financeiras, a chegada e a educação de um filho, a política familiar, os maus tratos psicológicos, a infidelidade, as diferenças de caráter: são basicamente esses os problemas mais frequentes e que mais afastam os casais.
Uma vez analisados esses problemas e seus motivos, fica evidente que os casais se distanciam, sobretudo, por continuamente entrarem numa dinâmica interminável de discussões sem limites, nem final. As discussões e as brigas são necessárias para chegar a acordos, seguindo diferentes critérios, mas o mais grave é que alguns casais não toleram, não aceitam, não conversam e, definitivamente: não sabem discutir. Se concentram somente em encontrar um culpado e reafirmar sua postura, provocando situações rodeadas de gritos, ironia e destruição, o que provoca, a longo prazo, uma frustração e um incômodo difíceis de lidar no relacionamento, ao invés de superação.
Arrepender-se e se desculpar acaba sendo difícil quando temos a convicção de que não somos os culpados pelo problema. Mas quando somos nós quem nos sentimos feridos devido a situações similares, perdoar é quase impossível. Não podemos apenas facilitar o perdão com atitudes positivas e boas intenções, também é preciso deixar que o tempo cicatrize as feridas.
Deveríamos ser humildes e nos desculpar abertamente, enquanto aceitamos que todos cometem erros, e nós também. Deveríamos deixar que o tempo acalme os ânimos e minimize nosso orgulho, para só assim poder respeitar o tempo de que cada um precisa, além de aceitar que as pessoas podem vir a ser perdoadas quando o momento mais oportuno chegar.
Se modificarmos nossa forma de comunicação ao discutir, estaremos reforçando nossa relação para poder resolver qualquer desentendimento que possa voltar a acontecer.
Um casal destruído é fruto de horas intermináveis de discussão, onde o respeito e o afeto vão embora para dar lugar à insatisfação e ao descaso. Especialmente o detalhe de não serem capazes de aceitar pontos de vista alheios, ou necessidades do outro, são pilares das infidelidades e dos términos finais. É impossível salvar uma relação sem a presença do perdão.
Depois de passada a época da paixão ardente, da intensidade, chega-se a uma fase de estabilidade com a intenção de consolidação num futuro próximo, mas também pode-se chegar a uma fase de desamor e apatia, na qual as discussões e o término caminham de mãos dadas.
Talvez, se o casal desse mais atenção à paixão, à comunicação, ao diálogo, à busca por interesses similares, à intimidade, à cumplicidade dos atos e ao tempo de lazer compartilhado, muitas discussões e separações poderiam ser evitadas; Tudo isso em benefício da estabilidade emocional que varia de intensidade, de forma natural durante toda a vida.

Dicas para o alívio emocional


emocional

A vida está cheia de mudanças e ciclos que atravessamos com as nossas experiências vitais, em maior ou menor intensidade. Uma relação, pessoa, trabalho, amizade, uma casa, uma cidade… neste contínuo fluir da nossa existência, podem surgir variações onde aquilo que pensávamos que era eterno e, inclusive, insubstituível, acaba mudando ou até se perdendo.
Amar alguém, seja nosso par ou, inclusive, um amigo, supõe estabelecer laços afetivos muito estreitos dos quais é muito difícil se soltar. Também podemos dizer o mesmo de um trabalho, ali onde alcançamos toda uma série de expectativas, projetos e onde, por sua vez, encontramos o sustento da nossa vida.
Como superar essas perdas? São finais que fecham ciclos nos quais estávamos cravados nesse fluir, nesse movimento harmonizado onde tínhamos a nossa calma e a nossa felicidade. Como fechar essa etapa e ir nos desapegando emocionalmente?

Encerrar uma etapa



Deixar a nossa vida com uma pessoa, terminar uma amizade, um relacionamento, e, inclusive, ver-nos obrigados a mudar nosso estilo de vida, seja qual for o motivo, implica uma série de mudanças. A vida está repleta de costumes e hábitos, e esses pequenos detalhes, por sua vez, criam grandes universos.
No entanto, nenhum universo é eterno. Tudo muda e flutua nesse mundo, mas temos medo. De fato, temos medo de ter medo. O futuro nos aparece como um túnel estreito e escuro, por onde não sabemos encontrar a direção nem o caminho… nossos costumes e hábitos com essa pessoa que já não temos ao nosso lado não estão mais presentes, ou o trabalho que nos obriga a nos levantar todos os dias já não está mais presente para termos nossas pautas e obrigações.
Como enfrentar tudo isso? As emoções surgem na forma de temor, de ansiedade e de uma incomensurável tristeza. E, inclusive, desejamos nos esconder para que não sejamos vistos, para que ninguém seja testemunha de nós mesmos, afastados já desse círculo que antes marcava a música da nossa vida.

Dicas para o enfrentamento emocional




1. Em primeiro lugar, temos que ter claro que “esse sofrimento” que sentimos agora é necessário. Faz parte da mudança e do processo. Nossa mente e o nosso corpo precisarão desse instante de introspecção para refletir e assumir o ocorrido. O sofrimento é parte da aprendizagem humana, não temos que enxergá-lo como algo negativo; faz parte da nossa natureza e deve ser aceito como tal.
2. Tentaremos viver o presente, “o aqui e agora”. Isso implica assumir não somente esse sofrimento, mas também a necessidade de nos adaptar à nova realidade o mais rápido possível. Essa ruptura, essa perda, essa mudança, pertencem ao passado.
Eu assumo a minha tristeza e essa crise emocional, mas também entendo que o meu presente pede que eu reaja. Entendo que devo me ocupar não só das minhas responsabilidades atuais, mais de mim mesmo. Os dias vão passando para todos, e irei encontrar meu lugar para seguir nesse ciclo. Mereço recuperar minha felicidade, assumindo com ela o passado, mas mantendo a energia por me ver bem e com plena segurança.
3. Deverei aprender a gerenciar emoções tais como o medo, a angústia, a culpa e a raiva. São parte indefinível do ser humano e tudo bem senti-las e expressá-las. Asemoções reprimidas quase nunca, ou nunca, vão nos ajudar a superar uma etapa. Ficarão ai como subsolos dolorosos que podem, inclusive, causar danos à nossa saúde.
Tudo bem sentir raiva, ira, tristeza; tudo bem sofrer com elas e chorar durante um momento breve, para depois aprender a gerenciá-las e racionalizá-las. O dia a dia nos trará novas ilusões e, aos poucos, iremos fechando o círculo dessa etapa passada para, seguramente, iniciar um novo ciclo. Vale a pena viver a vida assumindo suas mudanças.Mudar é aprender, e a vida é um teste constante no qual medimos a nós mesmos para encontrar a felicidade dia após dia.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Logosofando


Logosofia, você sabe o que é? Infelizmente, a maioria das pessoas não sabe.
 E não me refiro só à definição de logosofia, que a princípio é bem simples, 
ciência que estuda e promove o autoconhecimento e o
auto aperfeiçoamento, para que através deles, o homem encontre dentro de si 
mesmo as soluções para as suas demandas, melhorando-se. Sua imagem é a
 do homem, esculpindo-se a si mesmo.
Penso que, em matéria de logosofia, o maio déficit não está na semântica, 
está na ausência de uma busca por conhecer-se. O homem julga-se já, conhecedor
 de seus instintos e aptidões. Na verdade, na maioria das vezes, esforça-se para 
exibir qualidades que acha que tem, ou gostaria de ter; desconhece as verdadeiras
 aptidões ou talentos que possui; e em conhecendo os seus defeitos, esforça-se
 para escondê-los e não em resolvê-los. Não percebe que assim, vive em busca
 de um ideal que não corresponde ao que humanamente pode conseguir. 
Fisicamente, notamos pessoas de estrutura corporal X, querendo a todo custo, 
tornarem-se do tipo Y. Percebemos cabelos, rostos, seios, glúteos, abdomes,
 braços e pernas modificados à força, às vezes à custa de muita agressão ao corpo.
 A sociedade enlourece, emagrece, alisa-se ao sabor dos ditames da moda. 
Já vimos pessoas que tentaram embranquecer, que mutilaram-se, por força das
 pressões sociais ou de auto aceitação. Tudo em busca de um ideal cada vez mais irreal.
Vivemos numa sociedade onde é pecado envelhecer. Esticamos, pintamos, 
embotoxicamos tudo, até plastificar a alma. Até perder as características que 
eram nossas.
Psicologicamente, vemos pessoas tentando ser o que não são quimicamente,
 viciando-se em calmantes, estimulantes, ansiolíticos, drogas licitas ou não,
 em vez de buscar conhecer-se na terapia.
Socialmente, também falta muito em autoconhecimento. Buscamos o ideal,
 sem saber que ideal é um conceito subjetivo e utópico em alguns casos. 
Queremos ter um milhão de amigos, sermos populares, conhecer muita gente
, mas não paramos para conhecermos a nós mesmos. 
A nossa família, os nossos filhos, em suas imperfeições. 
Buscamos os amigos, os ideais de família perfeita, os irmãos que não tivemos. 
Aqueles que nos aceitam. Que não nos criticam. Ilusão. A critica virá com o
 tempo e a conivência, e então, será inevitável trocar de amigos. 
Buscamos amigos virtuais que nos curtem e aplaudem nas redes sociais, mas 
todos nos reunimos em grupos cada vez mais individuais e isolados em suas casas. 
Cada um mostrando o melhor de si e escondendo as imperfeições que lhes desagradam. 
Ou nos reunimos em mesas de bar para juntos, afogar as mágoas, anestesiar as angústias.
Nos relacionamentos, são muitos os solteiros querendo permanecer solteiros, 
com medo de se apegar, de interagir, de criar laços. Pois laços lembram
 impermanência e podem ser desfeitos. Desfazer-se, perder, numa sociedade
 como a nossa, dói. Há outros que vivem presos às memórias do passado, e 
congelam ante a possibilidades futuras. Há ainda, os que mais tristemente, 
nem tem essa consciência de que não querem laços, e fingem que querem, 
multiplicando por dois a própria dor. 
É preciso, antes de tudo saber quem sou e o que quero. E mais, se quero, 
pra que quero. Nisso o autoconhecimento pode ajudar. Se eu já casei, já tenho 
filhos, uma vida estável, será que eu sou para casar? 
Mas se não sou, será que 
sou da pá virada? Também não, então busquemos um meio termo,
 busquemos um namoro. Se eu já tenho filhos e não quero mais tê-los,
 de que me adianta buscar alguém jovem e sem filhos que ainda
 pretende construir família? Se eu sou jovem e solteira, e quero 
curtir a vida, encontrar um homem que queira o mesmo, me parece 
mais sensato que tentar iludir alguém a me levar a um casamento que
 não valorizarei. Se sou um homem que aprecia as mulheres, envolver-se
 com uma mulher, não é erro de artigo definido por indefinido, é crueldade. 
Parece evidente que se não nos conhecemos, sequer sabemos o que queremos
 de verdade. Se não sabemos o que queremos, como valorizar o que encontramos? 
Para finalizar, deixo dois provérbios que desconheço a autoria:
 "Nenhum vento ajuda a um barco que não sabe que rumo tomar" e "
quem não sabe o que busca, não reconhecerá o que encontrar".
 Que possamos nos conhecer a ponto de saber o rumo dos nossos caminhos
 e o que buscamos para dentro das nossas limitações reconhecermos 
a felicidade, quando a encontrarmos.

A diferença entre ficar, pegar, amar.

Então eu zapeava pelo Facebook quando me deparei com
 essa imagem. 
A imagem diz: A diferença entre "ficar", "pegar", 
e "amar" é
 a mesma diferença entre "um minuto", "uma hora"
 e "toda a vida". 
Eu me pergunto. Como é que estamos tratando as pessoas
 hoje em dia? 
Quais os critérios para se ficar, pegar, ou amar? 
Em primeiro lugar, uma pessoa que fica ou pega
 pessoas, como
 se fossem objetos, de alguma forma não os descarta
 depois,
 como lixo? 
Uma pessoa dessas sabe o que é amar?
Em segundo, qual o critério para se julgar pessoas?
 Que pessoas são para ficar, pegar, ou amar?
 Atração física? Beleza?
 Afinal, sentimentos não são vias de mão dupla? 
O que um sente, o outro não tem que sentir em troca?
 Quem nos garante que aquele que escolhemos para dar
 uns pegas, não nos queria para amar? 
Em terceiro lugar, o que é uma relação de um minuto, 
ou uma hora? 
Isso é uma relação? Troca-se o que, em um minuto, ou uma hora,
 além de fluidos corporais? Em uma hora se tem a chance de
 conhecer melhor alguém? Em um minuto se dá a chance a alguém 
que nos queria amar, de ser mais do que uma simples pegada em
 um final de noite qualquer?
Vivemos em um mundo de aparências. Hoje em dia banaliza-se 
tudo. Inclusive o sentimento do outro. Ninguém sabe se aquela
 que foi facinho com você, ou se aquele que você pegou na balada
 e deu o telefone errado, não estavam completamente
 apaixonados por você, e esperavam ansiosamente uma
 chance para estar com você, amar você. Ninguém pode 
julgar ninguém por um minuto, ou uma hora. Há pessoas
 que necessitam de tempo para serem elas mesmas. 
Pensemos nos tímidos, nos introvertidos, nos nerds, nos 
intelectuais, que não tem a mesma facilidade de sair vendendo 
uma autoimagem positiva, muito embora fake. Pensemos no
 outro como um ser humano, que está tentando acertar, e que 
pode ser aquele que lhe fará feliz. E você o descartou,
 simplesmente porque aparentemente, ele não merece mais
que um minuto, ou uma hora de sua atenção. 
Seres humanos não foram feitos para serem experimentados. 
Foram feitos para serem conhecidos. A falta de envolvimento 
esvazia as relações humanas e banaliza o afeto. Amar, em 
breve, não será uma aquisição para toda a vida, mas uma 
busca para a vida toda, pois estaremos imersos em um mar 
de superficialidade que não nos permitirá sequer, diferenciar 
quem merece um minuto, uma hora, ou toda a nossa vida de 
atenção. 
Para durar uma vida inteira, o amor não pode ser baseado no que
 temos, nos bens que duram anos, décadas apenas, como a
 beleza física. O amor que se pressupõe eterno, imortal, tem
 que ser baseado em valores igualmente imortais, como os
 valores da alma. Aquilo que o outro é. E isso jamais se
 conhecerá em um minuto, em uma hora, em um beijo,
 em uma noite ou duas de sexo selvagem. Isso, se leva às vezes,
 uma vida inteira de convivência para conhecer. Pois o amor
 que se supõe para a vida inteira, ao contrário do que se espera,
 não é encontrado. É construído, a partir dos alicerces que
 cada um dos dois já traz. Alicerces como paciência, 
tolerância, maturidade, confiança, autoestima, independência,
capacidade de se doar, altruísmo. Quanto mais fortes esses 
alicerces, mais sólido será o amor. 
Ninguém espere ir caminhando pela rua e de pegada em 
pegada, simplesmente topar com o amor da sua vida. Ninguém 
espere que ele lhe caia pronto no colo. Para buscar o
 amor verdadeiro, é necessário fechar os olhos do corpo 
e aguçar os olhos do coração. Pois, como bem dizia Antoine 
de Saint-Exupéry, em O Pequeno Príncipe,
 "o essencial, é invisível aos olhos. Só se enxerga bem,
 com o coração."