SE ME PERDER UM DIA
Se me perder um dia,
quero perder-me entre dois espaços.
Estou mais perto disso que de nada.
Se as montanhas se movessem,
aparava as arestas das encostas,
alisava os vales com rios calmos,
e os cumes beijariam o céu.
Talvez a terra chame os anjos,
na calma paradisíaca da floresta,
ou pelas cicatrízes escondidas da cidade.
A cidade fere as almas.
Precisam descansar da geometria falsa,
dos cubículos ressequidos onde vivem,
de tanta realidade falsa e, da prática
de impulsos rápidos de sobrevivência.
É incerta a travessia da coragem.
É quase impossível viver em dois espaços,
continua ou descontinuamente como eu.
Queria fugir desta responsabilidade certa,
conquistar o gozo de sobreviver,
na originalidade da natureza.
Já há poucos eremitas no mato.
Transformaram-se eremitas do betão.
O calcinar do tempo endurece a vida e,
toda as vontade de uma liberdade pura.
Pedir a Deus ajuda permanentemente,
mas não leva a qualquer benefício prático.
Mas sim. Esperança e fé são gratuitas.
O cristalino das nascentes é oferenda
de todos os deuses que imaginamos.
Desfrutar da natureza e inteligência,
virou contrasenso e contranatura.
Se me perder um dia,
que seja na minha própria cabeça,
onde o impulso puro, reaja forte,
que vença o politicamente correcto,
e me traga o mistério desvendado.
Estou práticamente perdido,
consciente da próxima viagem,
perder-me por todos os sentidos,
até encontrar o meu equilíbrio.
quero perder-me entre dois espaços.
Estou mais perto disso que de nada.
Se as montanhas se movessem,
aparava as arestas das encostas,
alisava os vales com rios calmos,
e os cumes beijariam o céu.
Talvez a terra chame os anjos,
na calma paradisíaca da floresta,
ou pelas cicatrízes escondidas da cidade.
A cidade fere as almas.
Precisam descansar da geometria falsa,
dos cubículos ressequidos onde vivem,
de tanta realidade falsa e, da prática
de impulsos rápidos de sobrevivência.
É incerta a travessia da coragem.
É quase impossível viver em dois espaços,
continua ou descontinuamente como eu.
Queria fugir desta responsabilidade certa,
conquistar o gozo de sobreviver,
na originalidade da natureza.
Já há poucos eremitas no mato.
Transformaram-se eremitas do betão.
O calcinar do tempo endurece a vida e,
toda as vontade de uma liberdade pura.
Pedir a Deus ajuda permanentemente,
mas não leva a qualquer benefício prático.
Mas sim. Esperança e fé são gratuitas.
O cristalino das nascentes é oferenda
de todos os deuses que imaginamos.
Desfrutar da natureza e inteligência,
virou contrasenso e contranatura.
Se me perder um dia,
que seja na minha própria cabeça,
onde o impulso puro, reaja forte,
que vença o politicamente correcto,
e me traga o mistério desvendado.
Estou práticamente perdido,
consciente da próxima viagem,
perder-me por todos os sentidos,
até encontrar o meu equilíbrio.
Carlos Lobato

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